Depois de ler esse post no ばかの本 (Baka no Hon), resolvi escrever também sobre a venda do Natal.
O que deveria ser o Natal, afinal? É uma data festiva cristã que foi incorporada ao calendário do nosso Estado, que é laico – isto é, um Estado sem religião oficial. No Cristianismo, representa o nascimento do salvador Jesus Cristo (tão incompetente que não conseguiu salvar nem a própria pele e foi pra cruz). Mas o gordo vestido de vermelho é muito mais adorado no Natal do que o menino Gezuis. Que religião fraca é essa que comemora o nascimento de seu maior símbolo venerando uma imagem que surgiu séculos e séculos depois?
Papai Noel nada mais é do que a imagem que foi criada em torno de São Nicolau de Mira, padroeiro da Rússia, da Grécia e da Noruega. Eis o primeiro sinal da fraqueza cristã no Natal: não consegue defender seus ídolos das garras do capitalismo.
São Nicolau era um cara legal. Distribuía presentes pras criancinhas gente boa, mesmo estando velho e acabado, daí a fama de bom velhinho. Ele foi redescoberto mais tarde, e usado para movimentar o mercado no fim do ano; a Coca-Cola pegou o Papai Noel original, pintou-o de vermelho e branco (para ficar bonitinho no rótulo do refrigerante) e começou a vendê-lo como ícone do Natal.
Uma data que era para ser exclusivamente religiosa virou um dia de caridades; a troca de caridades virou troca de presentes, e a data tornou o fim do ano ainda mais lucrativo para o capitalista. A religião do fraco a serviço do bolso do burguês.
As pessoas vão à missa já pensando na hora da ceia (mas a gula não era um pecado?) e da troca de presentes (o que cheira a ganância, outro pecado…). A passagem do dia 24 para o dia 25 é o segundo maior momento de hipocrisia católica, atrás apenas da Páscoa.
E o “espírito de confraternização” é ridículo. Por que diabos eu tenho que abrir um sorriso e desejar felicidades àquele primo tolo, ou àquele outro colega chato, ou ao vizinho tosco? Por que eu tenho que colocar uma máscara nesse dia? Eu sinceramente acho que isso é uma grande inutilidade. Eu não desejo felicidades a quem eu não gosto, do mesmo jeito que, por trás daquele sorriso amarelo e das palavras bonitas do dia 25, esses não me desejam felicidade alguma.
No fim das contas, o Natal é apenas a maior prova da fraqueza cristã. Tudo culpa de um soldado romano que a Virgem Maria chamar de “espírito santo” pro José não ficar sabendo que tinha um Ricardão nesse casamento…
*-*
Cara… ainda to pagando um pau pra sua frase
“O Natal é a maior prova da fraqueza do cristianismo”
Muito bom o texto…
E toda minha opinião já foi postada em http://bakanohon.wordpress.com/2007/12/23/domingo-vespera-da-vespera/
mas obrigado pela referência…
e mais elogios à seu texto (Y)
Mto bom tux… e o loko eh q eu ainda ri pakas em alguns trechos >D
E Fala a verdade (Y)
[...] da semana, eu fiz um post dedicado aos meus pensamentos sobre o Natal. Esse post rendeu um outro belo post na Casa do Tux. (Seria bom lerem, por que o post foi muito bem escrito). Depois de então ler no [...]
KOE FOI MAU ENVADIR SEU BLOG MAIS PELO Q VEJO VC CURT RPG E EU TBM E TEMOS ISSO EM COMUM
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